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Estado de saúde piora e índia recém-nascida enterrada viva deve passar por cirurgia

G1/MT 08 Jun 2018 às 17:31

O estado de saúde da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família indígena dela em Canarana, a 838 km de Cuiabá – piorou entre a noite dessa quinta-feira (7) e a manhã desta sexta-feira (8). 

 A menina sobreviveu após ficar seis horas enterrada e foi resgatada por policiais, que registraram o resgate em vídeo. A bisavó da menina, que está presa, disse à polícia que achou que a criança estivesse morta e que, por isso, a enterrou.

A criança está internada desde quarta-feira (6) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

Um novo boletim médico, divulgado no final da manhã desta sexta-feira, aponta que a menina teve insuficiência respiratória e, por isso, foi entubada e respira com a ajuda de aparelhos. 

 Ainda segundo a Santa Casa, a criança apresentou sangramento digestivo e infecção. Por conta desse quadro de saúde, os médicos anunciaram que a recém-nascida passará por uma intervenção cirúrgica para colocar um cateter que deve tratar uma insuficiência renal. Parto

A mãe da criança, de 15 anos, sentiu contrações e deu à luz no banheiro da casa. O bebê teria batido a cabeça no chão e não teve reação após o nascimento, segundo a família.

A história foi descoberta após uma denúncia anônima feita na Polícia Militar. A mãe da adolescente e a mãe do bebê foram ouvidas na delegacia e liberadas.

Prisão da bisavó e investigação

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por seis horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade.

A bisavó, Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi ouvida e alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta.

Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

A bisavó da índia teve a prisão convertida em preventiva depois de passar por audiência de custódia nesta quarta-feira.

Na decisão, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara de Canarana, a ordem pública como motivo para determinar a prisão preventiva de Kutsamin. Ela deve responder por tentativa de homicídio.